Dr. Eron critica fala do presidente Jair Bolsonaro sobre custos do tratamento de HIV no País

05/02/2020 - Marcelo Raulino

O vereador Dr. Eron (PP), durante o Grande Expediente de hoje, criticou a declaração do presidente Jair Bolsonaro a uma revista, quando afirmou que uma pessoa com HIV é um problema para a sociedade e para a economia do País. “Enquanto médico, membro da Comissão de Saúde e presidente da Frente Parlamentar da Luta contra […]

05.02.2020

O vereador Dr. Eron (PP), durante o Grande Expediente de hoje, criticou a declaração do presidente Jair Bolsonaro a uma revista, quando afirmou que uma pessoa com HIV é um problema para a sociedade e para a economia do País. “Enquanto médico, membro da Comissão de Saúde e presidente da Frente Parlamentar da Luta contra Aids, quero fazer meu repúdio a fala do presidente Jair Bolsonaro, que não é meu presidente. Ele afirmou que o PT pregou o vale tudo e chegou o ponto de uma depravação total. Ele disse isso para defender a campanha da ministra Damares Alves que pregou a abstinência sexual. Onde vamos chegar com esse tipo de comportamento?”, indagou.

Para Eron, a ministra Damares não deve se preocupar apenas com a abstinência sexual, mas com políticas públicas que amparem as adolescentes grávidas e as mulheres em situação de risco de violência. “Somos seres humanos. Como vamos pregar a negação ao sexo. Qual é o momento para que ele ocorra? Não podemos aceitar esse discurso preconceituoso. Dizer que a pessoa com Aids é um problema financeiro para o País. Isso fere as pessoas acometidas pelo vírus. O que o presidente está fazendo é pregando o ódio, o preconceito, e colocando culpa naqueles que contraíram o HIV. Mas existe contágio por transfusão de sangue também. O Brasil não pode pregar o ‘apartheid’. Vou entrar com um protesto contra essa fala do presidente”, afirmou.

Em aparte, a vereadora Larissa Gaspar (PT) disse ser hipocrisia querer resolver a situação das doenças sexuais no país pregando a abstinência. A parlamentar falou ainda da violência sexual contra mulheres e crianças “A saída é o fortalecimento das políticas de proteção às mulheres, às crianças e aos adolescentes e não a redução de verbas para esses segmentos,” finalizou.

Foto: Érika Fonseca